quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

F É R I A S P R A E L A




Primeiro dia de férias, o que pode ser melhor ?

Acordar tarde, comer um pedaço de bolo que sobrou da festa com café preto (a combinação perfeita) e ligar a TV só para lembrar que é dia de semana.

Ficar de pijama no quarto admirando o presente que ganhou na noite passada. Não atender o telefone.

E na hora do almoço, rua.

O dia está lindo, ela compra a boneca que a filha quer, o último livro da Danuza Leão e almoça no seu restaurante preferido.

Se pudesse parar num café e ficar lendo as revistas seria o paraíso, mas não dá, então volta pra casa fingindo não ver algumas caras conhecidas (nessas horas sente falta de um óculos escuros que a proteja de perguntas como: "o que tem feito? Como vai sua mãe? Vai viajar?)

Desculpa, mas não dá. Depois de setenta e duas horas socializando, não dá pra continuar falando de festas, viagens e Natal. 

Recusa propostas indecentes (será que resiste?), não pira se ele não liga, não desce do salto quando....deixa pra lá. Desceu do salto, paciência.

Lê o livro "É tudo tão simples" e pensa que não vai emprestá-lo, nem para a melhor amiga. Isso aliás, já deu até briga, melhor nem falar.

É, nem tudo é tão simples, mas vale a tentativa.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

AINDA TEM DEZEMBRO

O blog fez aniversário, vários amigos fizeram aniversário, eu fiz aniversário.

Comemorei no fórum, comemorei com ele, ELE, comemorei em casa, comemorei  numa churrascaria.

O Tribunal deu recesso de final de ano, o Tribunal ampliou o recesso de final de ano.

Então eu ia viajar, depois não ia viajar, agora vou viajar.

E depois de uma segunda feira com cara de segunda feira até o último minuto, estou oficialmente de férias.

Ainda tem dezembro.

Na verdade, estamos apenas começando.

sábado, 3 de dezembro de 2011

FELIZ DEZEMBRO!!








Novembro passou me atropelando, mas mesmo assim encontrei tempo para cumprir uma promessa feita em janeiro de 2011: a famosa academia. Não vou dizer que é tarefa fácil acordar mais cedo,  levar mais bagagem para o trabalho (roupa de academia e toalha pesam, viu?), fazer  ainda mais malabarismo com meus horários e lidar com a culpa de estar malhando e não estudando. (quem estuda pra concurso vai me entender) Mas vamos combinar: saúde física e mental em primeiro lugar. Sem falar que "barriga zero" é minha palavra de ordem para 2012.

Se eu (ainda) não consigo "culpa zero" e "stress zero", que seja ao menos "barriga zero". 

Mas nem por isso (ou talvez exatamente por isso) deixo de me encantar com essa proposta lúdica da "Caraminholando" para o Natal 2012, que envolve simplicidade, minhas cores preferidas e minha paixão por chocolate e brigadeiro. É, estou pensando seriamente em deixar o meu Natal mais colorido e divertido, seja ele onde for...

E é com esse espírito e essa sede de encontrar novidades divertidas  que vou agora para mais uma feira de artesanato da Malota. (adoooro)

Lá vamos nós para mais uma correria de dezembro, que pode ser deliciosa desde que exista um certo controle sobre a ansiedade, excessos de todo o tipo e impulsos consumistas. (ou será que sou só eu que me perco e me deslumbro diante de tantas ofertas, presentes e possibilidades?)

Até mais tarde!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

QUERO CASAR COM SELTON MELO




Eu estou sem tempo, sem paciência e com uma conexão que me deixa histérica. Mas não posso deixar de falar de "O palhaço". E de Selton Melo. Sim, em algum lugar existe um cara talentoso, famoso, global e o escambal que arrisca assumir sua crise pessoal, existencial, profissional. 

A história de "O Palhaço" é a história da busca de cada um de nós. Benditos os que conseguem vivê-la com leveza. Benditos os que a transformam em poesia. Em alegria. Selton Melo faz essa alquimia.  

Ah Selton, que terapêutico é esse seu filme. Ele me faz rimar, não é de propósito. Você merece um texto bem melhor. Eu sei que posso fazer melhor que isso, mas não na condição em que me encontro. Uma pessoa apaixonada só consegue produzir textos açucarados. 

Como não se apaixonar por você e seu trabalho? Esse meu sentimento é coisa antiga, mas esse filme deu uma "potencializada". E  tenho certeza de que vai acontecer: vamos tomar uma cerveja num barzinho qualquer no Rio sem dar bola para os curiosos; rir muito, falar pelos cotovelos por horas, até que eu vou sacar meu celular e mostrar, já meio bêbada de cerveja, o post do facebook em que te peço em casamento.  E você , que vai fazer ?  

Beijar minha boca é um bom começo.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

ENTRE LENÇOIS


Revendo esse filme ontem, eu só pensava duas coisas:

1. Quero ter o corpo da Paola Oliveira. (Quantos milhoes de abdominais eu preciso fazer?)

2. Ele, ELE, parece o Reinaldo Gianecchini.

Como assim, será que estou louca? Mas o que eu posso fazer se eu o acho tão bonito assim?

Tá bom, vamos combinar: Ele LEMBRA o Reinaldo Gianecchini. Agora melhorou.

Talvez eu precise escrever mais sobre ele, ELE. Para tirá-lo do pedestal. Para deixá-lo ir, se for o caso.

Não é só a beleza. Mas o que eu vejo nele que me hipnotiza dessa forma?

Quem sabe um dia eu me canso de tentar descobrir. 

sábado, 22 de outubro de 2011

ASAS


Escrever nesse blog é uma forma que encontrei de estar só e ao mesmo tempo acompanhada.

Quando escrevo, o momento é meu. Preciso de silêncio e de concentração.

Quando compartilho, o momento é outro. É um movimento, aliás. Abro as portas e saio. Às vezes sob o sol, cabelos ao vento  -  a mesma frase do texto anterior, não por preguiça, mas porque gostei da imagem - às vezes no meio da tempestade, disposta a me molhar.

Vibro quando alguém lê o que escrevo, comenta ou participa de alguma forma dos meus textos. (e até me cobra, certo Sr. SAS?)

Mas se não aparecer ninguém por aqui, continuarei a escrever e a viver os meus momentos tão preciosos e terapêuticos.

Como se pode ver,  não sou a mais disciplinada das blogueiras. Talvez o que determine a quantidade do que escrevo seja a minha mente. (veja bem, eu escrevi quantidade, e não qualidade) Às vezes ela está tão louca, tão entulhada, tão cheia de lixo, que PRECISO escrever para não enlouquecer. È como disse OSHO:  "Ficar louco às vezes é condição para continuar são"

A propósito, foi por causa do que OSHO escreveu sobre polaridades em "Consciência", que resolvi escrever esse texto. Ele disse: " O homem de consciência e entendimento passa da periferia para o centro e do centro para a periferia. Ele nunca fica parado em lugar nenhum. Vai do mercado para o mosteiro, da extroversão para a introversão. Ele continua sempre em movimento, pois essas são as duas asas. Elas não estão uma contra a outra. Podem se equilibrar, mesmo estando em direções opostas. Elas têm de estar. O interior e o exterior de um homem são suas asas. (...)

"Eu gostaria que você   chegasse ao ponto de conseguir ficar tanto no mercado quanto num estado meditativo. Eu gostaria que você se relacionasse com as pessoas, amasse, tivesse milhares de relacionamentos porque eles enriquecem você - e ainda assim fosse capaz de fechar as portas e ás vezes tirar férias de todos os relacionamentos...assim poderia se relacionar com seu próprio ser. (...)

O homem de alegria é também um homem de silêncio. O homem extasiante é também um homem centrado. Essas duas coisas andam juntas. O equilíbrio é fruto da união dos pólos. E é esse o objetivo."

Aqui eu tenho o interior e o exterior, eu tenho o mercado e o mosteiro.

Aqui eu tenho asas. 

sábado, 1 de outubro de 2011

DEPOIS DAQUELA NOITE


Aquela noite ele estava especialmente bonito. Mais relaxado, mais descansado. "Entregue", talvez?
Aquela noite ele estava sereno, confiante, decidido. Será que eu posso dizer "feliz"?
Aquela noite não havia crise, pensamento, hesitação; havia desejo.
Aquela noite ele não tinha olheiras. Tinha um olhar que dizia: "Te quero".
Sim, era uma noite em que ele sabia bem o que queria, aliás, quem queria, e esse alguém era ela.
Foi então que aconteceu. E ela, que adora fazer o papel de mulher fatal, naquela noite foi apenas uma mulherzinha que adorou ser dominada, devorada, amada. Valeu a pena esperar, pensou.
Mas como nem tudo é perfeito, ele vem e vai; aproxima-se, afasta-se. Aproxima-se, afasta-se.
Quando ele está presente, ela usa vestidos longos, caminha descalça  sob o sol, numa praia imaginária, cabelos ao vento.
Quando ele falta, ela endurece e segue sozinha, ou nem tanto, porque veste preto, pinta a boca de vermelho e mira pra acertar. Acertar alguém que lhe dê aquele olhar "te quero", alguém que lhe tire a faca do peito ou simplesmente a faça parar de pensar se é hora de ir ou ficar, desencanar ou apostar, desistir ou confiar.
Ela sabe que amanhã vai ter que decidir: fazer as malas e ir? Ficar e esperar? Esperar até quando?
Amanhã ela decide. Hoje ela quer dar.