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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

UM DIA, PARTE DOIS


Um Dia


Titulo Original: One Day

Gênero: Comédia e Romance

Duração: 107 min.

Origem: Estados Unidos

Estreia: 02 de Dezembro de 2011

Direção: Lone Scherfig

Roteiro: David Nicholls

Distribuidora: Paramount Pictures

Censura: 12 anos

Ano: 2011


SINOPSE

Depois de um dia juntos – 15 de julho de 1988, data da formatura da faculdade – Emma Morley (Anne Hathaway) e Dexter Mayhew (Jim Sturgess) iniciam uma amizade que durará a vida toda. Ela é uma menina de classe operária cheia de princípios e ambição que sonha em tornar o mundo um lugar melhor. Ele é um conquistadorrico que sonha que o mundo será o seu playground.

Nas duas décadas que se seguem, momentos-chaves de seu relacionamento são vividos em diversos dias 15 de julho da vida dos dois. Juntos ou separados, vemos Dexe em ao longo de sua amizade e brigas, esperanças e oportunidades perdidas, risadas e lágrimas. Mas, em algum ponto dessa jornada, eles percebem que aquilo que buscam e desejam estava lá o tempo todo. Com a revelação do verdadeiro significado daquele dia de 1988, eles aceitam a natureza do amor e da própria vida.

...

Ainda não sei dizer se gostei do filme. Isso porque não consigo, nem por um minuto,  desvinculá-lo do livro. E é claro que o livro é infinitamente melhor. Em que pese a fidelidade do roteiro (pudera: foi feito pelo próprio autor da história), não dá pra comparar. 

A escolha dos atores me parece acertada (Anne Hathaway está perfeita no papel de "operária idealista" (até consegue não ficar deslumbrante no filme) e Jim Sturgess também convence no papel de "conquistador  bom vivant."  

Mas só o livro consegue fazer com que os personagens, de tão bem construídos, permaneçam na memória do leitor como velhos conhecidos. E que a gente torça, desde a primeira página, para que fiquem juntos.

O filme provoca isso? Não sei. Preciso perguntar para alguém que assistiu o filme e não leu o livro. E que esteja disposto a me contar.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

UM DIA



Mesmo em Salvador, eu não consigo largar UM DIA, livro que ganhei de Natal da sogra mais divertida do planeta, a do meu irmao.

Estou meio puta da vida com o autor, que acabou de me apunhalar pelas costas, matando meu personagem preferido. Desculpem. O filme, baseado no livro, ainda esta em cartaz (e ainda nao vi) mas nao resisti. Afinal, a audiencia do blog nao anda la essas coisas, e estou com vontade de ser assim meio estraga prazeres. Estou de ferias - tambem - de ser politicamente correta.

Agora  terei que encontrar um tempinho, entre praia e piscina - vida dura, essa - para ir ao cinema, ainda mais que o filme eh estrelado por Anne Hathaway, pela qual sou apaixonada.

Sera que posso dizer que se trata de uma versao moderna, ou mais profunda, de Harry e Sally, so que menos engracada..`

De qualquer maneira, se voce tem mais de trinta anos e alguma sensibilidade, eu recomendo.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

QUERO CASAR COM SELTON MELO




Eu estou sem tempo, sem paciência e com uma conexão que me deixa histérica. Mas não posso deixar de falar de "O palhaço". E de Selton Melo. Sim, em algum lugar existe um cara talentoso, famoso, global e o escambal que arrisca assumir sua crise pessoal, existencial, profissional. 

A história de "O Palhaço" é a história da busca de cada um de nós. Benditos os que conseguem vivê-la com leveza. Benditos os que a transformam em poesia. Em alegria. Selton Melo faz essa alquimia.  

Ah Selton, que terapêutico é esse seu filme. Ele me faz rimar, não é de propósito. Você merece um texto bem melhor. Eu sei que posso fazer melhor que isso, mas não na condição em que me encontro. Uma pessoa apaixonada só consegue produzir textos açucarados. 

Como não se apaixonar por você e seu trabalho? Esse meu sentimento é coisa antiga, mas esse filme deu uma "potencializada". E  tenho certeza de que vai acontecer: vamos tomar uma cerveja num barzinho qualquer no Rio sem dar bola para os curiosos; rir muito, falar pelos cotovelos por horas, até que eu vou sacar meu celular e mostrar, já meio bêbada de cerveja, o post do facebook em que te peço em casamento.  E você , que vai fazer ?  

Beijar minha boca é um bom começo.

sábado, 26 de março de 2011

NO MAN: BLOG EM CRISE EXISTENCIAL


Esse blog talvez esteja passando por certa "crise existencial".

Motivo: não tenho mais relacionamentos complicados sobre os quais escrever.

Simplesmente resolvi parar com esses rolos que não me levam a lugar algum.

Querem saber como eu me sinto? Escrevendo num sábado à noite sozinha?   De verdade mesmo?

De férias.

No começo (pra ser específica, na primeira semana) eu estranhei. Homens costumam ocupar boa parte dos meus pensamentos, e de repente esse espaço da minha mente ficou vazio. Então tratei de preenchê-lo com questões construtivas, do tipo "O que eu posso fazer para tornar minha vida melhor?"

Funcionou. Férias produtivas.

Sabe que cena de filme vem à minha mente agora?

Aquela primeira cena da "Rede Social", quando a namorada do protagonista termina com ele. Ela diz algo como: "Estou terminando com você, porque namorar você é exaustivo, é como namorar uma esteira ergométrica".

Acredite, não vale a pena. Mesmo que depois o cara invente o facebook e fique bilionário.

terça-feira, 22 de março de 2011

BRUNA SURFISTINHA



Assistindo a esse filme não pude deixar de pensar que, no final das contas, o objetivo (ou motivação) principal da personagem é ser, de alguma forma,   "a garota mais popular do colégio" .

Se não dá pra ser no colégio tradicional, ou dentro de casa, que seja na zona de prostituição. 

Mais que dinheiro e independência, o que a personagem parece querer, desesperadamente, é visibilidade e aceitação, ainda que de maneira tortuosa. 

É claro que essa é apenas a minha interpretação.

De qualquer maneira, vale a pena ver o filme pela interpretação da Déborah Secco. 

Embora alguns personagens não convençam, como o do Cassio Gabus Mendes (simplesmente não dá pra entender o sentimento dele por ela) a protagonista segura o filme.

E a trilha sonora ainda é deliciosa. Eu recomendo.

sábado, 12 de março de 2011

A BUSCA NOCIVA PELA PERFEIÇÃO

                                      

"Eu só queria ser perfeita”, diz a personagem de Natalie Portman a certa altura de “Cisne Negro”. A fala resume o conflito psicológico que serve de motor para o filme, um mergulho na mente perturbada de Nina, bailarina em crise vivida por Portman.

O filme retrata uma situação limite. Mas quem já quis ser perfeito sabe que esse é o caminho mais curto para a infelicidade.

Humanos que somos,  a imperfeição é exatamente o que nos caracteriza. E, como disse Shirley MacLaine numa entrevista na Oprah (já que ando falando da entrevistadora)  "Devemos buscar a aceitação, não a perfeição"

Quem busca a perfeição não se aceita. Não tem como, são duas coisas incompatíveís. Ou você se abraça inteiro e aceita seus "defeitos", ou passa a vida inteira buscando a "perfeição" e achando que não é bom o bastante. (e pensando assim, nunca será)

Como me dão nos nervos essas pessoas estilo "Sandy" de ser, sempre impecáveis, politicamente corretas, que vivem pisando em ovos, com medo de errar ou fazer feio. Gente assim se leva muito a sério e parece incapaz de relaxar numa roda entre amigos. (Você convidaria a Nina do filme para uma cerveja?) 

Já a Shirley MacLaine, atriz consagrada que ficou famosa por suas atuações, vida pessoal conturbada e fitas de ginástica, (naquela época era fita e era ginástica) tem hoje uma  sabedoria que impressiona mais que o corpinho de trinta e cinco anos (ela tem setenta)

Mas nem sempre foi assim: nos tempos de maior sucesso (incluindo Oscar, muito dinheiro e muito prestígio) ela se sentia miserável por conta dessa loucura de querer ser "perfeita". Nunca estava bom. Nem poderia. 

É como disse a Zíbia Gasparetto na entrevista da Claudia nesse mês: "Gay que sai do armário fica muito mais forte" Claro ! Mais forte e mais feliz, imagino.

É o caso de parar pra pensar, procurar nos arquivos mentais: Quando você se sente bem consigo mesmo? Qual a última vez que você parou e pensou "porra, eu tô feliz pra caralho, eu tô bem!" ? Com certeza não foi num momento de crítica ou de auto flagelação; você deve ter rido de si mesmo, deve ter se arriscado numa situação nova sem medo de fazer papel ridículo, deve ter sido um pouco mais compreensivo, mais paciente. De repente até conseguiu olhar o outro e se ver (com compaixão) na imperfeição dele. Ou então, ao contrário, alguém passou dos limites e você mandou pra puta que pariu (chutar o pau da barraca de vez em quando também pode ser bem saudável)  

Eu não estou pregando o conformismo, a miséria, a inércia. Não! O objetivo é a evolução, sempre! Mas esse desejo pelo melhor deve partir da aceitação, não da negação de si mesmo. Não podemos agir como se estivéssemos " consertando algo de errado" em nós. Não há nada de errado conosco. Ah, que delícia perceber isso.

terça-feira, 8 de março de 2011

DA SERIE DIÁLOGOS - LOVE AND OTHER DRUGS


FICHA:
lançamento: 2010 (EUA)
direção:Edward Zwick
atores:Jake Gyllenhaal, Anne Hathaway, Oliver Platt, Hank Azaria
duração: 113 min
gênero: Comédia Romântica

 Minha série "Diálogos" costuma ser sobre situações reais, mas esse aqui é bom demais pra ser ignorado! Da Anne Hathaway - a mulher mais linda do universo, na minha opinião -   para o Jake Gyllenhaal, no primeiro encontro deles, num café. Praticamente um monólogo!

...

- Ok, vamos embora

- O que?

 - Você quer acabar logo com isso, quer transar. Tá bom, eu devia agir dizendo que não sei se isso é certo, aí você diz que não existe certo ou errado, só o momento. E aí eu digo que não posso, apesar de dar todos os sinais de que eu posso, o que nem é necessário, porque você não se importa, você não está ouvindo, pois pra você não se trata de um vínculo, nem mesmo de sexo; o que você quer é ter uma ou duas horas de alívio da dor de ser si mesmo, o que pra mim tudo bem....porque eu quero exatamente a mesma coisa.


É bom ou não é?

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

N O S S O L A R









Pouca coisa nessa vida pode ser mais fascinante que uma história bem contada.

Quando a história é real, ela me fascina ainda mais. Considero a realidade mil vezes mais fascinante que a ficção.

É como dizia Mário Quintana: "O mistério está aqui".
...
"Nosso lar"é uma história real. A história de um médico que desencarna e vai parar no umbral, por "suicídio inconsciente". Depois de socorrido e levado a uma colônia no plano espiritual, ele nos conta sobre a sua ambientação na nova morada.
...
Seu nome é André Luiz, que mais tarde fez parceria com Chico Xavier em mais de dezesseis livros. O primeiro deles foi "Nosso Lar".
...
O filme superou todas as minhas expectativas. Trata-se de uma super produção digna de hollywood com fotografia, trilha sonora e efeitos especiais impecáveis. Isso sem falar na atuação de Renato Pietro, que interpreta André Luiz.
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Mesmo pra quem considera o filme ficção científica: vale a pena conferir.
...
ficha técnica
título original:Nosso Lar
gênero:Drama
duração:01 hs 50 min
ano de lançamento:2010
site oficial:http://www.nossolarofilme.com.br
estúdio:Cinética Filmes e Produções
distribuidora:Fox Filmes do Brasil
direção: Wagner de Assis
roteiro:Wagner de Assis, baseado em livro de Chico Xavier
produção:Iafa Britz
música:Philip Glass
fotografia:Ueli Steiger
direção de arte:Lia Renha
figurino:Luciana Buarque
edição:Marcelo Moraes
efeitos especiais:Intelligent Creatures 29-07-2010





































sábado, 24 de abril de 2010

DICA PRECIOSA


Quando um livro lhe chamar, atenda.

Todos sabemos: nessa correria louca que vivemos, falta o tempo. Falta a grana.

Mas a atenção não pode faltar.

A atenção nos faz dar um jeito na falta de tempo e na falta de grana. Nos faz parar.

Parar e olhar o livro.

Comprar, emprestar, o que for.

Parar pra ler. Devorar.

Foi assim com "Preciosa", o livro que deu origem ao premiado filme de Lee Daniels, que entre outros prêmios arrebatou o Oscar de atriz coadvuvante para Mo´Nique, que interpreta a mãe de Precious.

Clareece "Precious" Jones é uma adolescente obesa, iletrada mãe solteira e grávida, que vive em Harlem. É vítima de constantes abusos físicos e psicológicos por parte de seus pais, mas está disposta a ultrapassar todos os obstáculos.

Fica aí a mensagem do livro, que a gente sabe mas esquece com tanta facilidade: a vida é preciosa.

"Ela vai até a bolsa dela e pega aquela bolsinha velha de moedas, tão velha que mais parece a avó azul de alguém, e me dá três dólares. Alguma coisa se rasga dentro de mim. Quero chorar mas não consigo. É tipo se alguma coisa ficasse dentro de mim se rasgando, mas eu não consigo chorar. Penso em como estou viva, cada parte de mim que é células, proteínas, neutrôns, pêlos, buceta, olhos, sistema nervoso, cérebro. tenho poemas, um filho, amigas . Quero tanto viver. Mamãe me lembra que talvez eu não consigo. Tenho esse vírus no meu corpo que nem uma nuvem na frente do sol. Não sei quando, não sei como, talvez demore muito tempo, mas um dia vai chover."

Ah, eu choro.

terça-feira, 23 de março de 2010

AVATAR


Tive vontade de ter três metros de altura, cor azul e uma cinturinha daquelas.

Isso é que é um mundo sexy.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

FOI APENAS UM SONHO


Nunca vou esquecer a frase da Kate Winsley para o Leonardo Di Caprio em "Foi apenas um sonho".
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Eles são casados há anos e têm dois filhos. Vivem brigando. Um dia ele confessa que a traiu. Ela diz "Você me contou isso para me fazer ciúmes, mas eu não sinto nada. Eu não amo vc".
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Diante da resistência dele ("Não ! Você me ama!") ela diz: " Eu não amo você, eu odeio vc ! Você é só um cara que me fez rir numa festa !" ...
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E eu me pergunto: quando foi que ele deixou de ser o meu herói e passou a ser apenas aquele cara que não paga as contas ?
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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

A PRINCESA E O SAPO





O nome dela é TIANA. Ela é a primeira princesa negra da Disney. Mas isso não importa.
O filme foi feito em 2D (dizem que será o último, agora só em 3D) Mas isso também não importa.
O que importa é : ela é uma princesa moderna (até que enfim), daquelas que vai à luta sem esperar pelo príncipe.

E com charme e personalidade, por favor.


E justamente por não procurar, ela o encontra: um encontro com possibilidade de dar certo, porque ninguém salva ninguém. Um desperta o melhor do outro, ou o lado do outro que precisa ser desenvolvido.

Essa é a vida real.

Eu e a Gabi adoramos.